Cobrança indevida de água

Cobrança indevida de água

 

Constantemente somos questionados por usuários de medição individualizada de água à respeito de elevada conta mensal, e o curioso é que muitas vezes, em apartamentos ainda sem ocupação, sem nenhum consumo ou vazamento de água.

O que ocorre pode ser explicado pelo fenômeno da física de que o ar pode ser comprimido, mas a água (líquido) não.

Em edificações verticais o sistema de distribuição predial de água, com medição individualizada é composto de uma ou mais prumadas coletivas com derivações em cada pavimento para o atendimento das unidades residenciais ou comerciais.

As unidades são entregues com as extremidades dos subramais plugadas, ou seja, pontos onde o usuário irá instalar posteriormente os equipamentos tais como: máquina de lavar roupa ou lava-louça, filtros de água, duchas higiênicas, chuveiros, etc.

Quando a prumada é colocada em carga, ou seja, quando a água escoa para atender a todas as unidades, a pressão da água exerce o efeito de comprimir o ar que está retido nos subramais plugados. A água então ocupa o espaço do ar que se comprimiu. Logo após, quando há uma oscilação nas pressões dinâmicas, o ar comprimido exerce uma força contrária deslocando a água em sentido inverso. Entretanto a água já foi registrada no hidrômetro e quando retorna, o hidrômetro registra novamente duplicando o consumo. Portanto não houve consumo nem vazamentos, e também não é o ar que está passando pelo hidrômetro, mas simplesmente uma medição indevida.

Como resolver? Instalando uma válvula de retenção após cada hidrômetro, que impedirá esse refluxo. Entretanto essa válvula precisa de manutenção preventiva, que deverá ocorrer 2 vezes por ano, ou possível substituição.

Como sabemos a pressão da água em qualquer ponto de utilização da rede predial de distribuição não deve ser superior a 40 mca – metros de coluna d’água. Para evitar pressões acima de 40 mca, (edifícios acima de 12 a 13 pavimentos), se faz necessária a instalação de válvulas redutoras de pressão na prumada para manter as pressões sempre abaixo de 40 metros.

Diante do problema do refluxo comentado acima, encontramos no mercado um fabricante de válvulas redutoras, onde o princípio de funcionamento impede esse retorno ou refluxo, pois funciona também como válvula de retenção. Com a instalação dessas válvulas na prumada conseguimos eliminar dezenas ou centenas de válvulas de retenção individuais para cada unidade, concentrando a manutenção preventiva somente nelas.

Essas válvulas automáticas redutoras de pressão são fabricadas no Brasil, conforme as especificações de projeto para manter sempre a mesma pressão, sem oscilação quando ocorrem as variações de vazão. Todas as outras disponíveis no mercado permitem o refluxo, além de parafusos e diafragmas, que se ajustados por pessoas inabilitadas pode provocar a ruptura de conexões, com severos vazamentos em área comum ou dentro das unidades. O interessante também é que, diferente de outras marcas, podem ser instaladas também na vertical com fluxo ascendente ou descendente, ocupando menor espaço horizontal nos nichos de instalações.

Estamos falando das válvulas VRP Premium (www.vrppremium.com.br), que já substituíram muitas válvulas em edifícios, resolvendo o problema da medição indevida e de rupturas em conexões por fadiga de excesso de pressão, porque não provoca golpes de aríete com perda de carga reduzidíssima, mantendo as vazões simultâneas dentro dos limites recomendamos por normas.

 

Flavio Eduardo Rios

Eng. Civil – CREA-GO 2226/D

Hidrante Engenharia Ltda.

Goiania, jan/17

 

 

Os comentários estão agora fechados para este artigo.