EDIFICAÇÕES VERTICAIS COM ESTAÇÃO REDUTORA DE PRESSÃO

EDIFICAÇÕES VERTICAIS COM ESTAÇÃO REDUTORA DE PRESSÃO

Falamos aqui das edificações com mais de 40 metros de altura com previsão de medidores individuais para cada unidade.

Estas devem possuir limitadores de pressão, chamados de válvulas redutoras de pressão, instaladas na prumada coletiva de água, em pavimentos intermediários, sempre na área comum, de forma a permitir as manutenções periódicas. Ao cavalete constituído de 2 válvulas e registros de esfera, chamamos de Estação Redutora de Pressão (ERP). Através dos registros podemos controlar o revezamento mensal de utilização de cada válvula.

Devido às perdas de carga nos trechos da rede em seus ramais e sub-ramais, e às perdas localizadas no hidrômetro, (que pode chegar a até 10,0 mca*), nas conexões e registros, temos que considerar de um modo geral uma pressão mínima de chegada ao hidrômetro de 20 a 25 mca (2,0 a 2,5 kgf/cm2) para atender às vazões e pressões mínimas nos pontos de utilização. (*) mca – metros de coluna d’água.

Sabemos também que alguns aparelhos internos à unidade requerem pressões entre 15 e 20 mca para funcionamento adequado, como geladeiras com previsão de ponto de água para gelo, aquecedores de passagem, misturadores de água, etc.

Sendo assim temos que limitar em até 15 metros ou 5 pavimentos o conjunto de apartamentos atendidos por uma ERP, para não ultrapassar os 40 mca recomendados pelas normas técnicas brasileiras. Exemplo: (20 + 15 <= 35 mca).

O método mais racional e econômico de dimensionamento de prumadas com ERP é o sistema de efeito cascata, onde temos um trecho (menor que 40 metros) de pavimentos com distribuição gravitacional e os demais com ERP a cada 5 pavimentos mantendo todas as pressões entre os valores comentados acima. Com este critério podemos especificar tubulações e conexões em PVC com pressão de serviço de 75 mca, não sendo necessária a previsão de tubulações com maior capacidade de resistência, visto que, mesmo que uma das válvulas sofra um desajuste, as demais ERP abaixo conseguirão manter pressões sob controle.

Em sistemas onde cada conjunto de 5 pavimentos são controlados por ERP em prumadas distintas e paralelas (2o método), se houver qualquer desajuste e a pressão de saída superar os limites, teremos um grande risco de ruptura das conexões em PVC de prumadas e dos ramais internos à unidade.

Recomendamos o 1o método (efeito cascata), mas advertimos que a maioria das marcas de válvulas redutoras de pressão encontradas no mercado só funcionam com o 2o método e como possuem parafusos e diafragmas que permitem ajustes, correm o risco de serem executados por mão de obra inabilitada provocando severos danos como ruptura das conexões e tubulações adotadas, que certamente não resistirão a essas pressões elevadas.

Em Goiânia podemos salientar que há construções de edifícios (em 2017) com mais de 150 metros de altura e os sistemas prediais devem atender a estas recomendações.

Flavio Eduardo Rios

Eng. Civil – CREA-GO 2226/D

Hidrante Engenharia Ltda.

Goiania, fev/17

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