Gerenciamento de Espaços Técnicos

Gerenciamento de Espaços Técnicos.

Os edifícios residenciais e comerciais, cada vez mais imponentes em suas formas arquitetônicas, tem se destacado no cenário urbano de Goiânia. Mas pensar estes edifícios apenas em sua forma, seria negligenciar o que os mantêm em perfeito funcionamento: os sistemas de instalações, estruturas e superestruturas, que normalmente não vemos, mas são de extrema importância para o funcionamento dos edifícios.

Pensando nisto, entendemos que os espaços técnicos que abrigam estes sistemas devem ser criados na concepção dos projetos arquitetônicos com devida importância, pois os mesmos envolvem aspectos técnicos e operacionais de acessibilidade e manutenabilidade. Estes locais não podem ser os espaços que sobram, e sim um local técnico definido com clareza e dimensões suficientes para execução.

Com a unificação de ambientes técnicos coletivos, no pavimento tipo, as prumadas de todos os sistemas poderão ser concentradas, com a otimização de espaços e redução de custos. Muitas vezes, o hall de circulação entre as unidades e a escada ou elevadores são utilizados como ambientes técnicos, que se sobrecarregam de caixas de passagem, dificultando até mesmo a instalação de itens de segurança, como extintores manuais e a caixa com mangueira de incêndio.

Estes ambientes podem ser divididos em coletivos e privativos, respectivamente, com elementos que atendem a demanda coletiva do empreendimento e com elementos pertencentes apenas às unidades privativas (apartamentos, salas comerciais, escritórios, clínicas, etc.). Podemos listar:

Coletivos

  1. Medidores de água, energia e gás;
  2. Hidrantes (caixas de incêndio);
  3. ERP – Estação Redutora de Pressão de água;
  4. Casas de bombas para recalque, piscinas, espelhos d’água;
  5. Aquecedores coletivos (trocador de calor, aquecimento solar, etc…);
  6. Reservatórios e barriletes;

Privativos

  1. Aspiração central;
  2. Aquecimento de água para chuveiros;
  3. Bombas de recirculação de agua;
  4. Unidades externas do ar condicionado – condensadoras;

Os espaços técnicos coletivos além de atenderem as Normas vigentes, devem possuir:

  • Fácil acesso para manutenção, reparos, manobras de registros e leitura da medição;
  • Quando abrigar instalações de gás, ou possuírem conjuntos de motor-bomba, devem ser ventilados permanentemente;
  • Boa iluminação, seja natural ou não;
  • Áreas de circulação e altura que não dificultem os acessos;

Os espaços técnicos privativos também devem atender às Normas vigentes, e possuir:

  • Fácil acesso para manutenção, reparos e controle/operação de componentes digitais ou manuais;
  • Boa iluminação, seja natural ou não;
  • Contato direto (aberturas) para o exterior, com um mínimo de área útil aberta, no caso de condensadoras;
  • Proteção contra a ação direta do vento – aquecedores a gás -, estar próximo à fachada para uma boa exaustão (chaminé), e quando for um local fechado, possuir ventilação permanente para atender os requisitos das instalações de gás;

Podemos enfatizar que os espaços técnicos privativos devem possuir as características acima destacadas, preferencialmente localizados na região próxima aos ambientes de serviço, evitando-os próximos às áreas intimas (suítes e salas), eliminando o acesso de terceiros em áreas íntimas da propriedade e a redução da poluição sonora nestes ambientes;

Em muitos edifícios residenciais existentes, estes ambientes técnicos privativos aproveitam varandas de dormitórios ou de salas, prejudicando a fachada e daí a importância das evoluções tecnológicas e de segurança serem divulgadas.

Flavio Eduardo Rios, é engenheiro civil pela UFG (1979) e Diretor Proprietário da Hidrante Engenharia e Hidrante Consultoria e Projetos.
Matéria publicada no Informativo Express do Clube de Engenharia de Goiás em abril/2017.

 

 

 

 

 

 

 

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